


O Encontro
I Reunião Regional da SBPC na Paraíba:
a ciência que fala para e com todo o Brasil
A realização da I Reunião Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) em Campina Grande é mais do que um evento acadêmico: é um manifesto político e científico contra a histórica concentração de recursos no eixo Sul-Sudeste. Ao pautar a Caatinga como território de potencialidades, a comunidade científica paraibana convoca o país a enfrentar um desafio urgente — superar as assimetrias regionais na pesquisa, condição indispensável para a verdadeira soberania nacional.
Eixos do Evento
Grandes temas em debate
Nossa programação científica está estruturada de forma interdisciplinar, abordando diretamente os desafios ecológicos, sociais e econômicos mais urgentes do semiárido brasileiro.
Um catalisador de justiça federativa
Desenvolvimento Regional
Educação e Tecnologia
Esta Reunião Regional deve ser encarada como um catalisador de justiça federativa: é o momento de exigir que as agências de fomento e o poder público tratem o potencial estratégico da Caatinga não como exceção, mas como fronteira prioritária de inovação. A Paraíba já produz ciência de alto impacto; o que se busca agora é derrubar os muros invisíveis que ainda separam as oportunidades acadêmicas no país. Ao valorizar o território paraibano, a ciência brasileira finalmente começa a falar para e com todo o Brasil.
Políticas públicas estruturais e fomento à pesquisa paraibana para reduzir ativamente as assimetrias acadêmicas e socioeconômicas regionais.
Integração acadêmica contínua entre universidades e escolas públicas, promovendo a ampla popularização da ciência no Nordeste brasileiro.
Conservação Ambiental
Estratégias científicas integradas para a preservação ecológica do bioma Caatinga e mitigação ativa das mudanças climáticas no semiárido.
Contra a lógica da exclusão
A Caatinga como fronteira de inovação
O sistema brasileiro de ciência e tecnologia consolidou-se sobre desigualdades. Embora o Nordeste abrigue mentes brilhantes e ecossistemas de inovação resilientes, os mecanismos de fomento ainda tendem a perpetuar uma lógica de exclusão, como se a ciência de ponta só pudesse nascer nas grandes metrópoles. Campina Grande, a "Rainha da Borborema", é a prova viva da falha desse modelo: com um dos maiores índices de doutores per capita do país e um polo tecnológico de referência mundial, a cidade demonstra que investir em regiões chamadas "periféricas" gera retornos exponenciais para o desenvolvimento do Estado e da Nação.
Discutir a Caatinga nesse contexto é quebrar paradigmas. O Semiárido não carece de inteligência — carece de equidade na distribuição de infraestrutura e de financiamento de projetos. Ao se regionalizar no interior da Paraíba, a SBPC dá visibilidade a pesquisas sobre segurança hídrica, bioeconomia do sertão, matriz energética limpa e o pertencimento dos povos tradicionais e seus territórios. São temas globais, cujas soluções mais eficientes nascem do olhar atento de quem vive e estuda o bioma. Ao liderar esse debate, a Paraíba mostra que a descentralização da pesquisa é o único caminho para o Brasil conhecer, de fato, todas as suas potencialidades produtivas.
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SBPC Regional Paraíba
Bioma Caatinga e desafios para reduzir assimetrias regionais
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Ciência no Semiárido